Instalação cresceu após privatização
O aumento da procura pelo teto dos prédios nas grandes cidades começou a se intensificar após 1998, com a privatização das empresas de telefonia e também com a entrada em operação da Banda B da telefonia celular. Logo depois vieram as empresas espelhos de telefonia (GVT no Paraná) e as que entraram exclusivamente para atender a comunicação corporativa das instituições. São empresas que recorrem a um sistema denominado backbone, que é uma rede de alta capacidade que conecta redes de capacidade menor.
Essas empresas utilizam a tecnologia similar ao do telefone celular, que é a transmissão por rádio, via aérea. Na zona urbana nem sempre se consegue área disponível para colocação de antenas, daí a valorização dos prédios, diz Denio Portella, da Diveo Telecomunicações. Outras empresas que utilizam rede de alta capacidade são a própria Diveo, a Impsat, a Pegasus e Embratel que estabelecem seus sistemas de conexão via rádio.
Esses sistemas de conexão de alta capacidade estão substituindo os sistemas de passagem de fibra óptica colocados no solo, sob as ruas das cidades. A instalação de redes de fibra óptica também proporciona alta velocidade nas conexões, mas as empresas encontram dificuldades junto às prefeituras, que nem sempre dão a permissão para as obras.
Além disso, os gastos com obras para colocação das redes nem sempre compensam o investimento. Daí a preferência pelas antenas de rádio, explica Portella. Segundo ele, é mais fácil aumentar e reduzir a velocidade de uma conexão quando a transmissão é via rádio, por antena. Isso evita a quebradeira de ruas, explica.
Também evita gastos com infra-estrutura para instalação de torres. Quando se encontra um terreno para instalação de torres, o desembolso das empresas é alto no início, mas depois compensa o pagamento com aluguel para instalação das antenas. Mas nem sempre se encontra os terrenos acessíveis, lembra Portella.
Um novo nicho de mercado de trabalho que apareceu com essa nova tecnlogia é o de profissionais de site aquisition, que procuram os prédios mais indicados para instalação das antenas. São dois tipos de profissionais. Um deles é o pró-ativa, ou seja, os profissionais que percorrem as regiões procurando boas áreas e negocia diretamente com os síndicos ou proprietários. Outro tipo de funcionário é o reativo, aquele que negocia com o cliente já em vista. Ou seja, para instalação de estações, quem define o ponto para instalação das antenas é a área de engenharia das empresas, daí o profissional vai se empenhar na negociação. (V.C.)





