Inserção no mercado é difícil, segundo entidade de Londrina
Inserção no mercado
é difícil, segundo
entidade de Londrina
Os casos de Sandra Gabriel e Andréa Caviglione são incomuns. Na maioria das vezes o portador de deficiências encontra portas fechadas para o trabalho. A Associação de Deficientes Físicos de Londrina e Região (Adefil) conta com mil associados e segundo a primeira-secretária Marta Angélica da Silva, a inserção no mercado de trabalho é muito difícil.
A Adefil conseguiu empregar 60 associados através de convênios com a Copel e os Correios. Foram encaminhados também associados para as receitas Estadual e Federal e Departamento de Estradas e Rodagem (DER). Mas Marta explica que não há um controle de quantos foram empregados fora dos convênios.
Conseguir colocar um portador de deficiência em uma empresa particular é praticamente impossível, segundo Marta. Ela afirma que o departamento pessoal faz até pastas com fotos com os deficientes trabalhando para mostrar a capacidade deles para o trabalho, mas não há aceitação.
A primeira coisa que alegam é a falta de adequação do espaço físico para receber os deficientes, explica. Principalmente no caso dos cadeirantes (que usam cadeiras de rodas) é preciso que a empresa possua rampas e faça outras adequações necessárias. Tem casos em que o deficiente embora, não use cadeira de rodas, não pode subir escadas, por exemplo.
Outra exigência que dificulta a conquista de um emprego é a da escolaridade. As empresas exigem 2º grau completo e computação, afirma Marta. Segundo levantamento da Adefil, 50% dos seus associados não completaram os estudos, sem contar os analfabetos. (Érika Pelegrino)





