Inovação além da tecnologia
Salas de informática, lousas interativas, tablets, TVs multifuncionais. Todos estes recursos são capazes de promover a inovação no ensino, mas, para a professora titular da Fundação Getúlio Vargas (FGV) na área de educação, Fátima Bayma, não bastam. Ela defende que só é possível falar em inovação se o foco do ensino estiver na educação básica e questões como o empreendedorismo forem trabalhadas com afinco. ''Se o Brasil pensa em se desenvolver mais e ser realmente competitivo, tem que investir nos anos iniciais. Isto requer que as atuais práticas pedagógicas sejam repensadas e a formação dos professores ganhe mais investimentos, para que estes tenham visão crítica e se dediquem a imprimi-la nos alunos. Temos um brutal desafio pela frente'', considera Fátima.
A professora foi uma das organizadoras do seminário ''Desafios Educacionais com Foco na Inovação'', realizado em novembro do ano passado pela FGV no Rio de Janeiro. Segundo ela, uma das conclusões do encontro foi a necessidade de maiores investimentos na base da educação. ''O aluno precisa aprender a pensar e a resolver problemas'', resume.
Fátima ressalta que muitas instituições de ensino se apresentam com uma maquiagem: há vários recursos tecnológicos mas os professores não estão qualificados para utilizá-los e para estimular a aprendizagem dos alunos, trazendo questões do mundo ao qual eles pertencem. Isto, de acordo com a professora, requer educadores bem informados e motivados. ''Se não, fica aquela história de apenas ler teorias, que levam o aluno a se perguntar: 'por que tenho que aprender isso?' É preciso dar sentido à educação'', atesta.(S.L.)





