Além dos educadores e profissionais que trabalham na Chácara dos Meninos de Quatro Pinheiros, o local tem o apoio de voluntários estrangeiros. Eles trocam o serviço militar, em países como Alemanha e Suíça, por trabalhos em outras regiões. O alemão Julius Richter, 19 anos, explica que escolheu o Brasil para ter uma experiência diversificada. ‘‘Aqui quase tudo é diferente e interessante’’, resume.
Desde que a chácara foi criada, cerca de cem voluntários estrangeiros já passaram pelo projeto. Eles ficam de cinco meses a um ano e levam na bagagem uma experiência que dificilmente teriam em outras situações. E se desenvolvem alguma atividade específica, como música ou marcenaria, tratam de incluí-la na programação da chácara.
A estudante suíça Sônia Braaker, 20 anos, está na chácara há seis semanas. Fala pouco o idioma português e é uma das únicas garotas do local. ‘‘Isso não chega a ser uma dificuldade, mas preciso estabelecer uma relação diferente com eles’’, revela. Sônia participa de todas as atividades desenvolvidas pelo grupo e ainda ajuda nas tarefas domésticas. Conta que é uma oportunidade de conhecer a cultura do Brasil. ‘‘Como turista seria diferente’’, conclui.
Para os meninos, é fácil estabelecer uma relação com os estrangeiros. Eles ainda aproveitam para estudar inglês ou outros idiomas. O único problema é a hora da partida, conforme conta o educador Ieter Correa. ‘‘Eles estabelecem um vínculo e na hora dos estrangeiros irem embora, a tristeza é inevitável.’’ (K.M.)

mockup