Infertilidade tem diversos tratamentos
Fraldas e mais fraldas sujas, acordar no meio da noite para dar de mamar, acalmar o choro quando não sabe exatamente qual é causa... Isso pode ser um fardo pesado para quem tem filhos. Mas para os casais estéreis, a impossibilidade da gravidez pelo caminho natural (através do ato sexual) é um martírio.
Hoje em dia, porém, várias são as técnicas de reprodução assistida que possibilitam a casais estéreis realizar o sonho de ter um bebê. As chances de um casal infértil conceber um bebê em laboratório, dependendo da idade da mulher, pode chegar a 50% por mês. Já as chances de um casal normal que pratica sexo no dia fértil da mulher é de, no máximo, 20% por mês.
Um ponto essencial, entretanto, é que a infertilidade não deve ser relacionada somente à mulher. As estatísticas apontam que somente 30% das causas de infertilidade são femininas, provocada por problemas nos ovários, nas trompas ou no útero. Outro agravante no caso da mulher é o fator idade. Sabe-se que a mulher nasce com cerca de 2 milhões de células sexuais, que começam a ser eliminadas na puberdade. Todos os meses, ela perde até mil células sexuais e quando chega na puberdade, restam poucos óvulos para serem fecundados. Outros 30% são problemas masculinos, como espermatozóides de má qualidade ou inexistentes. Em 40% dos casos, fatores masculinos e femininos combinam-se e dificultam ou impossibilitam a gravidez.
De acordo com o especialista em reprodução humana e uma referência mundial em reprodução humana, Roger Abdelmassih, a melhor técnica é aquela que possibilita a maior chance possível de gravidez e é possível resolver, praticamente todos os casos de infertilidade. Em sua clínica de reprodução humana já passaram personalidades famosas como Pelé e os humoristas Tom Cavalcanti e Carlos Alberto de Nóbrega.
A técnica mais conhecida é o bebê de proveta ou fertilização in vitro. A técnica foi usada pela primeira vez em 1978, na Inglaterra. O nascimento de Louise Brown assombrou o mundo e abriu caminho para que outras técnicas pudessem ser estudadas.
Hoje, entretanto, uma das mais conhecidas é a Injeção de Espermatozóide no Citoplasma do Óvulo (ICSI), oficialmente desenvolvida em 1991. No ano seguinte, nasce na Itália o primeiro bebê com a utilização desta técnica. Em 1993, segundo Abdelmassih, os resultados começaram a ser animadores, quando perto de 40% das mulheres com mais de 35 anos que utilizavam a ICSI conseguiam engravidar.
A técnica é relativamente simples. Uma pipeta de sucção imobiliza o óvulo e uma injeção certeira com apenas um único espermatozóide é introduzida neste óvulo, promovendo a fecundação e o início de mais uma vida.
Outra esperança no campo da reprodução assistida é a fecundação sem espermatozóides, onde são usadas as espermátides (células precursoras dos espermatozóides). Elas podem ser retiradas diretamente dos testículos por meio de uma biópsia. Essas células são maturadas em laboratório e são injetadas nos óvulos, ocorrendo a fecundação.
Agora, a promessa é a maturação de tecidos ovarianos, que pode acabar com o problema da idade como a principal causa da infertilidade feminina. O cientista Jiaen Liu, da Clínica e Centro de Pesquisa em Reprodução Humana Roger Abdelmassih, demonstrou, em 1999, que é possível a obtenção de óvulos frescos a partir de fragmentos congelados de tecidos do ovário. (L.A.)





