Indústria surgiu para viabilizar horticultura
Itaipulândia Operando desde 1998, inicialmente com vegetais congelados, e agora também com conservas, a Indústria de Vegetais da Lar, em Itaipulândia, produz mensalmente 200 toneladas de congelados brócolis, couve-flor, ervilha, batata, mandioca, cenoura, milho verde e sopa de legumes e dois milhões de latas de 200 gramas de milho, ervilha, seleta de legumes e dueto (milho e ervilha).
Funcionando em três turnos, com 170 funcionários, a unidade tem 70 produtores integrados e faturamento bruto de R$ 1,6 milhão por mês, informa João Carlos Luqui, gerente da indústria. Até o momento foram investidos R$ 12 milhões, incluindo os R$ 4 milhões aplicados na linha de conserva, que foi inaugurada no último mês de fevereiro.
Segundo Luqui, a maior parte da matéria-prima é produzida na região de atuação da cooperativa, no oeste do Estado. Atualmente, a produção se destina basicamente para abastecer o mercado interno, principalmente São Paulo, Rio de Janeiro, estados do Nordeste e Sul do País. O gerente destaca que a indústria surgiu para resolver problemas de comercialização dos produtos por pequenos agricultores locais que dependiam das Centrais de Abastecimento (Ceasa) de Foz do Iguaçu e nem sempre conseguiam bons preços, além de ser frequente a perda da produção. ''Atualmente o agricultor produz com planejamento e escala para abastecer a nossa unidade.''
Luqui diz ainda que, para atender a demanda industrial, a área cultivada está sendo ampliada de 950 hectares para 1,3 mil hectares. ''Estamos desenvolvendo o projeto para o aumento da área irrigada na região, especialmente para o milho, visando ao aumento da produtividade'', comenta. Segundo ele, com tecnologia o produtor está colhendo, em média, 13 toneladas de milho doce por hectare e quanto maior for a produção, melhor será a renda por área. Atualmente, o custo médio de produção de uma tonelada é de R$ 165,00. A cooperativa paga R$ 200,00 por igual volume ao produtor. ''Estamos contribuindo para o aumento da produtividade e também para a melhoria e sustentação do preço'', afirma Luqui, lembrando que há dois anos a tonelada do milho valia entre R$ 100,00 e R$ 110,00.
A industrialização valoriza o produto, segundo Luqui. Antes o agricultor tinha pressa em vender a hortaliça, porque, dependendo do caso, a mercadoria perdia o valor comercial de um dia para o outro. Caso do brócolis, que muda de cor rapidamente. Mas com câmara fria para estocar a produção e, depois de processado e congelado, o vegetal mantém as propriedades recomendadas para consumo por dois anos. ''Lógico que nenhum produto nosso fica parado esse tempo, pois o giro é muito rápido, porque tudo o que se produz é vendido rapidamente'', diz.





