O primeiro contato que botânico Theodoro Meyer teve com o ipê-roxo foi com os índios callawaya, descendentes dos incas. O poder de cura dos callawaya, segundo disse o médico, é conhecido em todo o mundo. Eles já catalogaram cerca de mil plantas medicinais.
O conhecimento sobre elas é passado de geração a geração. Durante a construção do Canal do Panamá, por exemplo, estes índios foram chamados para curar dezenas de operários vitimados pela febre amarela. Com os curandeiros da tribo, chamados de ‘‘Senhores do Saco de Remédios’’, Meyer aprendeu que, pelos conhecimentos indígenas, o ipê-roxo é considerado uma das principais ‘‘plantas mestras’’. E era indicada para uma ampla variedade de doenças, como câncer, leucemia, diabetes e reumatismo.
O botânico argentino, desde então, devotou toda sua atenção aos experimentos relacionados ao ipê-roxo. Tentou levar adiante o conhecimento que obtivera ao longo de anos. Não obteve sucesso, porém. Em 1972, morreu frustrado pela falta de aceitação de seus experimentos por parte da medicina ortodoxa.
O terapeuta holístico alemão Walter Lubeck teve o interesse despertado pelo tema em 1995. Vários anos de estudos depois, ele lançou ‘‘O Poder Terapêutico do Ipê-Roxo’’ (Editora Madras), no qual aponta os benefícios da planta. ‘‘O ipê-roxo, usado tanto interna quanto externamente, pode, como demonstram exemplos de milhões de índios durante séculos, ser de grande ajuda para uma variedade de distúrbios da saúde sem riscos de efeitos colaterais perigosos ou de interações’’, explica. Ao contrário, completa. ‘‘A casca interna da ‘árvore divina’ é mesmo recomendada, por médicos especialistas em ervas, para aliviar e prevenir os problemas decorrentes da quimioterapia e de tratamentos à base de antibióticos, assim como o uso incorreto da cortisona.’’ (AE)

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