Desde 1995, com a criação da Central de Transplantes pelo governo do Estado, uma das principais atividades do Laboratório de Imonogenética Humana tem sido a realização de exames pré-transplante renal e cadastramento de doadores de medula óssea. Para esse serviço, o setor recebe verbas do Sistema Único de Saúde (SUS) e está ligado ao Banco Nacional de Sangue, que registra os doadores de todo País. O setor calcula que já realizou mais de 3 mil exames e cadastramentos desde que começou a trabalhar nesta área.
Na linha de pesquisas relacionadas à reprodução, o laboratório se empenha em descobrir as razões dos abortos de causas desconhecidas. ‘‘Já sabemos que uma das causas é porque as características genéticas do bebê eram muito parecidas com as de suas mães’’, diz a professora Maria da Graça Bicalho de Lacerda, chefe do laboratório. De acordo com Maria, ao contrário dos transplantes, na gestação a semelhança de tecidos entre mãe e filho pode resultar em aborto. Para isso, a investigação recai sobre o gene HLA, situado no cromossomo 6, o qual influi tanto no transplante clínico –que exige genes idênticos– como no embrião, que exige genes diferentes.

mockup