IDENTIDADE - Uma unidade de saúde para 1,5 mil
Tamarana - A Reserva Apucaraninha possui apenas uma unidade básica de saúde, localizada na aldeia Sede. Quando a FOLHA esteve por lá, na tarde do último dia 18 de junho, havia uma enfermeira à disposição dos índios, nenhuma fila de espera e dois carros oficiais da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) estacionados em frente. Além de um ambulatório clínico, um consultório odontológico também faz parte das instalações. O cacique da reserva, João Cândido, disse à reportagem que faltam mais remédios na unidade.
A Sesai é vinculada ao Ministério da Saúde e foi criada em outubro de 2010 pelo governo federal para ser responsável pela saúde dos mais de 600 mil índios aldeados do País. O órgão federal conta com 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis), que são unidades descentralizadas de gestão nos Estados. Os aldeamentos do Paraná são atendidos pelo Dsei Litoral Sul, com sede em Curitiba. De acordo com a assessoria de comunicação do distrito, há 13.961 índios atendidos no Paraná, sendo que 3.563 estão na região de Londrina. Em Apucaraninha, o Dsei contabiliza 1.542 índios das etnias caingangue e guarani (785 homens e 757 mulheres).
A Sesai é responsável pela atenção básica, contrata as Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI) e fornece os insumos para estes atendimentos. A secretaria faz também o encaminhamento para a rede SUS para os atendimentos de média e alta complexidade. Na reserva Apucaraninha, a EMSI é formada por dois médicos (um de Londrina e o outro, cubano, de Tamarana, do Programa Mais Médicos), uma enfermeira, duas técnicas de enfermagem, um odontologista e cinco agentes de saúde indígena. Segundo a DSEI, o atendimento também é domiciliar, nos moldes do programa Saúde da Família. "Todas as atividades da atenção básica são desenvolvidas nas aldeias, e esta equipe faz o encaminhamento necessário quando é preciso deslocar a um hospital ou a outros municípios", informou a assessoria da DSEI Litoral Sul. (D.P.)





