Luis Miguel Luzio dos Santos, professor do departamento de administração da UEL, afirma que empreendedorismo não trata apenas da criação de empresas. Segundo ele, existem também os intraempreendedores, que desenvolvem inovações em estruturas já existentes, como por exemplo a criação de novos produtos por empresas tradicionais. ''Isso é um gargalo no Brasil, visto que as empresas brasileiras não investem em inovação'', adverte.
Já os empreendimentos públicos configuram-se como soluções para problemas da sociedade, apresentadas pela esfera estatal. Os empreendimentos sociais são liderados pelo terceiro setor, como as ONGs. Por fim, Santos cita a economia solidária, baseda em cooperativas de autogestão, cuja motivação é coletiva. ''É uma modalidade que cresce muito'', analisa, lembrando que merenda escolar e reciclagem de lixo são dois setores com boas oportunidades.
''Trinta por cento da merenda escolar, por exemplo, devem vir da agricultura familiar. Isso gera mercado'', defende, lembrando que as compras governamentais são um bom caminho para incentivar empreendimentos solidários.
Para o professor, um empreendimento de sucesso deve ter compromisso social, ou seja, ajudar as pessoas de fato, seja através de um produto ou de um serviço. ''Ideias que se sustentam são as que atendem necessidades verdadeiras'', diz. (C.A.)

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