Apesar de negar problemas no monitoramento, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) vai mudar os padrões de emissões de poluentes do setor industrial. A coordenadora do Centro de Estudos e Padrões Ambientais, Ana Cecília Nowacki, explicou que a mudança não significa que o modelo do IAP esteja fora do que determina a portaria do Ministério da Saúde, que estabelece critérios da qualidade do ar. ''Está se melhorando o sistema adotado atualmente'', disse.
Ana Cecília explicou que um pesquisador alemão está fazendo um mapeamento dos focos de poluição no Paraná. Esse levantamento estabelece que tipo de fábrica emite poluição e qual é o produto expelido pelas suas chaminés. Com base nesses dados o IAP vai estabelecer os novos padrões sobre o que poderá sair das fábricas. Esses novos critérios deverão se tornar lei, ainda este ano.
A coordenadora do IAP disse que quando for aprovado a lei, será possível controlar on-line as empresas mais poluentes. A intenção é estender o sistema de monitoramento remoto, que hoje já é adotado nas empresas de cimento. Um dispositivo eletrônico será colocado nas chaminés das unidades mais poluentes. A cada segundo leituras dos elementos que saem das áreas industriais vão ser anotados.
Assim, quando houver exageros por parte das empresas, o IAP poderá exigir uma readequação no processo de produção ou emitir automaticamente uma multa, caso a empresa seja reincidente. Ana Cecília disse que esse sistema de controle remoto já será exigido para grande empresas, como as termelétricas.
Ana Cecília disse que outra medida para evitar a poluição será a instalação de novas unidades de moitoramento de poluentes, que hoje já operam em Curitiba e Araucária. (I.R.)

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