IAP vai exigir gerencimento de riscos ambientais
Uma das medidas pós-acidente tomadas pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) foi a elaboração de uma minuta para a implantação de um programa de Gerenciamento de Riscos Ambientais. O órgão já preparou uma proposta do programa, que começa a ser discutida e também está sendo enviada para entidades ambientais e grandes empresas que, a princípio, terão que se submeter às novas regras que serão impostas pelo IAP.
De acordo com Ana Cecília Nowacki, do IAP, a idéia é desenvolver e exigir a implantação do programa ainda este ano. O plano de Gerencimaneto de Riscos será uma das exigências do IAP para a liberação e renovação da licença ambiental de algumas empresas instaladas no Paraná. A proposta, segundo Ana Cecília, é reduzir ao mínimo possível o risco e consequências de acidentes ambientais das indústrias.
A base do programa que está sendo elaborado será a prevenção. São medidas, explica Ana Cecília, que têm por objetivo ampliar o grau de segurança das empresas. Por outro lado, as novas regras também devem reforçar as exigências dos planos de contingência, aplicados na fase pós-acidentes. Além de previnir, quando o acidente ocorre é preciso agir rápido na tentativa de minimizar os prejuízos, disse Ana Cecília.
José Álvaro Carneiro, da Liga Ambiental, sugere que esse novo plano tenha por base algumas diretrizes internacionais de segurança. De acordo com Álvaro, a tecnologia empregada no Exterior, principalmente nos casos de vazamento de óleo, serve de exemplo e deve ser utilizada no Brasil.
Hoje, quando ocorrem acidentes, as empresas responsáveis preparam um plano de contingência emergêncial, desenvolvido às pressas. Esse plano, antes de ser colocado em prática, deve ser aprovado pelo IAP. Isso, no entanto, demanda tempo e na maioria das vezes acaba não sendo muito eficaz devido a uma série de fatores, entre eles a falta de um mapeamento adequado da área.
Ana Cecília explicou que uma das principais preocupações com o programa de Gerenciamento de Riscos é que ele atenda as expectativas da sociedade. Ao mesmo tempo, completa Ana Cecília, é preciso elaborar um programa que possa ser exequível pelas industrias.
As empresas que terão que cumprir as novas exigências do IAP, com o Gerenciamento de Riscos, ainda não foram definidas. Elas serão apontadas a partir de uma classificação que leva em consideração o grau de risco de acidentes.
Entre as empresas e indústrias dadas como certa para serem enquadradas no Gerenciamento de Riscos estão a Repar, Ecovia (concessionária que administra o trecho da BR-277 entre Curitiba e Paranaguá) e América Latina Logística (ALL), renponsável pelos trechos ferroviários que cortam o Paraná.





