O diretor-presidente do IAP, Mário Sérgio Rasera, entende que a reformulação do Ibama é benéfica tanto para o próprio órgão quanto para os seus usuários. ‘‘Isso comprova que a política ambiental tem que ser cada vez mais descentralizadora’’, considera Rasera.
Ele acredita que com a concentração dos escritórios do Ibama em pontos estratégicos, o órgão terá melhores condições de executar sua ação fiscalizadora. ‘‘Nas demais áreas do Paraná o IAP já atende quase completamente o usuário que depende da questão ambiental’’, alega Rasera. Desde 1996 o Estado assumiu a política de reposição florestal, antes coordenada pelo Ibama. Autorizações e licenciamento ambiental de procedimentos poluidores também são ações já da competência do IAP.
A exemplo do Ibama, Rasera conta que o IAP também deve dar alguns passos ainda este ano em direção à descentralização de ações ambientais. Isso porque, entende que a população local precisa discutir cada vez mais questões relacionadas ao meio ambiente, tendo como ponto de referência o seu próprio município. Daí a importância da participação das secretarias municipais de meio ambiente na gestão ambiental. ‘‘Ainda este ano vamos deflagrar o processo de descentralização do IAP, passando algumas atividades para a responsabilidade dos municípios’’, adianta Rasera.
O IAP possui hoje 19 escritórios regionais, mais a sede em Curitiba. Conta ainda com um convênio com o Batalhão de Polícia Florestal para fiscalização ambiental em todo o território paranaense. Considerando a estrutura direta do IAP, da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) e Superintendência de Desenvolvimento dos Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa), o Estado possui 1,3 mil funcionários envolvidos com a questão ambiental, além de 500 homens da Polícia Florestal. (D.A.)

mockup