IAP cobra rigor do governo federal
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sábado, 28 de abril de 2001
Giovani FerreiraDe Curitiba 
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) está cobrando do Ministério dos Transportes uma fiscalização mais efetiva da malha ferroviária do Estado. Em ofício que será encaminhado ao Ministério, o IAP vai pedir a colaboração do órgão federal no controle do transporte de cargas perigosas pelas ferrovias do Paraná.
Para Mário Sérgio Rasera, diretor-presidente do IAP, depois de tantos acidentes a decisão da ALL sobre a velocidade das locomotivas causa apreensão. De acordo com Rasera, o IAP impôs um limite de velocidade para o transporte de cargas perigosas, que não pode ultrapasar 25 km/hora.
No documento que irá enviar à União o presidente do IAP destaca duas questões. Uma é sobre a velocidade e outra diz respeito ao processo de fiscalização dos equipamentos e linhas utilizadas pela ALL.
Segundo Rasera, o Estado precisa de uma garantia do Ministério dos Transportes, órgão responsável pela concessão da ferrovia, de que estão sendo tomadas as medidas de prevenção, com a manutenção adequada do sistema. O IAP quer um laudo do Ministério que ateste a segurança de tráfego dos trens da ALL.
Na avalição do IAP, ficou claro que em vários acidentes ocorridos no ano passado a causa foi a falta de manutenção dos equipamentos, principalmente da via férrea. Outras falhas constatadas, disse Rasera, foram imprudência, falta de acompanhamento técnico e velocidade excessiva.
A principal preocupação do IAP é com relação ao transporte de cargas tóxicas, como óleo diesel, álcool, gasolina e outros tipos de combustíveis. Muitas rotas da ALL passam hoje por áreas de proteção ambiental, mananciais de abastecimento de água, córregos e rios. Dependendo da área de registro da ocorrência, além do prejuízo ambiental, os acidentes com cargas perigosas representam uma ameaça à população. Rasera explicou que precisa da ajuda do Ministério dos Transportes porque ele é o órgão regulador do sistema.
CreaSeguindo a linha de avaliação do IAP, o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (Crea), também espera que haja uma fiscalização do Ministério dos Transportes. Luis César Moro, engenheiro civil coordenador da regional do Crea em Ponta Grossa, entende que antes de permitir uma medida como a tomada pela ALL, o Ministério teria que verificar se os trilhos estão realmente seguros
Se continuar como antes (ano passado), isso vai trazer sérios prejuízos, disse Moro, referindo-se ao estado precário de manutenção de alguns trechos verificados ano passado. O engenheiro também afirmou que o Crea está programando novas fiscalizações em várias rotas da ALL no Paraná.


