HU tem média de 30 doentes com KPC
Coordenadora da Comissão de Infecção Hospitalar (CCIH) do HU, Claudia Carrilho considera a atual situação da KPC controlada e sem motivo para alardes. ''Hoje, sabemos como lidar e conviver com a bactéria, já que é muito difícil erradicá-la do ambiente. Para tanto, condutas de triagem de pacientes, isolamentos, e medidas de higienização foram intensificadas no HU para manter o índice de infecção sob controle'', explica.
Por isso, as enfermarias são classificadas em cinco diferentes situações: quartos limpos, contaminados, com secreção, com KPC e com outras bactérias multirresistentes. ''Com esse controle, podemos traçar ações efetivas e localizadas. Isso porque, nos dois episódios de fechamento de unidades do hospital, observamos que não houve impactos significativos a longo prazo.''
Todas as medidas, ela ressalta, só são possíveis com a melhoria de recursos humanos, e sobretudo, da estrutura física. ''Uma ala com seis leitos sem banheiro e pia, se torna impraticável, já que a higiene é princípio básico e fundamental de controle. E passamos por essa situação.'' Além disso, a quantidade de aparatos de limpeza, como toalhas, aventais, luvas tiveram de ser triplicados.
Segundo a coordenadora, atualmente o HU registra uma média de 30 pacientes portadores de KPC, entre colonizados e infectados. Desde o primeiro surto, em 2009, 800 pessoas adquiriram infecção hospitalar. Destas, dois terços apresentaram KPC colonizada ou infectada. Das infectadas, 49% vieram a óbito; cerca de 90 pessoas. ''Deixando claro que esses pacientes que morreram tinham a KPC dentre outras comorbidades. Portanto, não dá para afirmar que a bactéria tenha sido a causa da morte'', salienta. (M.T.)





