Desde a sua primeira permanência no Brasil (janeiro/março de 1924), Lovat não demorou dois anos para se decidir pela colonização. Acredita-se que contribuíram para tanta agilidade os escoceses Thomas Muir, diretor-geral do Banco Comercial do Estado de São Paulo; e Robert Clark, presidente da Companhia de Terras, Madeiras e Colonização de São Paulo, em Birigui (noroeste paulista).
Ainda no "meado de 1924", Lovat transferiu do Sudão para o Brasil o escocês Arthur Thomas, instruído a procurar Muir, que o recebeu em casa, na Avenida Paulista, oferecendo-lhe um jantar. "Foi ali que o jovem recém-chegado conheceu Elizabeth, filha de Thomas Muir, com quem viria a se casar dois anos depois", relataria o filho do casal, Hugh Muir Thomas (2005). "Nessa ocasião – do jantar – Muir também apresentou a Arthur o advogado João Sampaio, que viria a ajudá-lo na formação da empresa inglesa no Brasil. Posteriormente, eles souberam que o governo do Paraná estava procurando investidor para desenvolver a região norte e, assim, começou a Companhia de Terras", segundo Hugh, que morreu em Londrina recentemente (4.9.2015), aos 79 anos. Sua filha, Janet Thomas, é a secretária de Educação do Município.
Logo, em 8 de outubro de 1924, o presidente da República, Artur Bernardes, autorizou a Brazil Plantations Syndicate Limited a funcionar no país, adquirindo áreas em Birigui e Salto Grande (SP), conforme o projeto algodoeiro, que seria encerrado em dois anos.
"A máquina de beneficiar algodão ficava na cidade de Birigui, numa construção muito grande e eu me lembro bem dela, mas só muitos anos depois é que entendi o porque do nome. Brascott vem de Brazilian Cotton", rememora Fernando Clark Soares, que nasceu em 1927 e teve no avô Clark preciosa fonte de informações. Além dos livros ("Roberto Clark meu avô" e "Xavier meu pai e sua Birigui"), Fernando continua a recuperar documentos, colocando-os em seu site (www.robertoclarkmeuavo.com.br), entre os quais um mapa com a área da Brazil Plantations, de 174 alqueires, adquiridos da Cia. São Paulo.
"Infelizmente, é o único mapa que sobrou e sendo uma cópia heliográfica, já com alguns problemas, mandei reparar e digitalizar", respondeu a uma consulta da FOLHA.
A experiência algodoeira cessou também por ter sido reprovada por técnicos da matriz inglesa, segundo George Craig Smith (um dos primeiros funcionários da Brazil Plantations), em uma de suas cartas no acervo do Museu Histórico de Londrina. A área que pertenceu a empresa hoje faz parte do perímetro urbano de Bilac.

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