Hidrelétrica Mauá ainda gera discussões sobre as consequências para a região
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sábado, 16 de junho de 2012
Redação FolhaWeb 
Quando se fala na Usina Hidrelétrica Mauá, que está sendo construída no Rio Tibagi entre os municípios de Ortigueira e Telêmaco Borba (Região Centro-Oriental do Paraná), é impossível não se lembrar das várias polêmicas e contestações judiciais que ela motivou. A menos de três meses do início da geração comercial da primeira unidade, previsto para a segunda quinzena de setembro, as discussões ainda estão longe de acabar.
Independente de quem está certo ou errado nessas questões, até março de 2013 (data prevista para a conclusão da obra, iniciada em julho de 2008) o empreendimento, incluído no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e de custo superior a R$ 1 bilhão, terá mudado direta ou indiretamente a vida de milhares de pessoas na região.
O produtor rural Celso Ricardo Ferreira, de Ortigueira, garante que no caso dele a mudança foi para melhor. Ferreira, a esposa e a filha moravam em uma propriedade no Distrito de Lajeado Bonito, às margens do Tibagi. Com a desapropriação, há três anos, a família comprou outra propriedade, na mesma localidade, porém mais distante do rio e mais perto da área urbana de Ortigueira. Ferreira, que trabalha com produção leiteira, explica que essa mudança permitiu que ele realizasse sonhos antigos.
Mas nem todos tiveram a mesma sorte. Uma das pendências é a indenização dos garimpeiros que trabalhavam na região do Rio Tibagi onde será formado o reservatório da usina. A situação dos trabalhadores foi discutida em uma câmara técnica específica. Até o início de maio, os pleitos de 165 garimpeiros haviam sido aceitos e outros 127 indeferidos.
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