No final de outubro, completaram-se 20 anos de uma confusão que hoje é pouco lembrada pela população de Londrina, mas que ilustrava um drama social de difícil solução. Entre a noite de 28 de outubro e a manhã do dia seguinte, vários meninos e adolescentes inconformados com o fechamento do Albergue Infantil realizaram um arrastão em estabelecimentos comerciais da Região Central.

Os jovens depredaram lojas e também roubaram pertences. Além disso, apedrejaram um ônibus do transporte público londrinense. Segundo registros da época, a Polícia Militar recebeu em poucas horas 76 ligações a respeito da arruaça promovida por meninos e adolescentes. Sete deles foram apreendidos, mas, como os objetos roubados não foram encontrados com eles, foram liberados em seguida.
Nos dias seguintes, os comerciantes manifestaram à imprensa medo de que o tumulto se repetisse. Enquanto isso, poder público, forças de segurança e profissionais ligados à temática da infância e adolescência debatiam a estrutura de atendimento aos jovens moradores de rua de Londrina.

O caso ganhou uma pequena repercussão nacional à época. A conclusão era que os chamados arrastões, que estavam se tornando comuns nas praias do Rio de Janeiro, não eram mais restritos às grandes cidades e começavam a assustar também os municípios de médio porte.

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- 'Muitos jovens continuam em situação de rua'

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