Enquanto ONGs nacionais e o governo federal tentam garantir a preservação da Bacia Amazônica, responsável por 70% da água doce do Brasil, países do Caribe sofrem com os impactos ambientais provocados pelo uso intensivo dos rios e mares costeiros.
No canal do Panamá, o mais famoso do mundo, ainda ocorrem problemas sérios devido o grande movimento de navios cargueiros. Mesmo limitando a circulação diária em 39 embarcações, o governo panamenho tenta equilibrar as perdas no ecossistema com a manutenção da via.
''O canal é importante para as economias de vários países da América. Estamos emplementando novas zonas de preservação para tentar garantir a biodiversidade'', disse o representante do Panamá durante o 4º Diálogo Interamericano de Gerenciamento de Águas, Luis Alvorado, lembrando que seis parques nacionais já foram criados na região.
Em Honduras, país também localizado na América Central, a preocupação é com o manejo do ecossistema costeiro. Para tentar diminuir a poluição provocada pelo crescimento desordenado das cidades praianas, pelos cargueiros e navios pesqueiros, o governo hondurenho decidiu realizar projetos em parceria com os vizinhos Belize e a Guatemala.
''A biodiversidade terrestre, costeira e marítima é interligada, assim como nossos países estão. Ao compartilhar problemas, talvez seja possível encontrar soluções mais rápidas'', comentou a pesquisadora da Universidade de Tegucigalpa (capital de Honduras), Zoila Girón. Ele destaca principalmente os investimentos na educação ambiental e projetos universitários. (E.D.)

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