De acordo com a Federação Nacional das Empresas de Navegação Marítima, Fluvial, Lacustre e de Tráfego Portuário (Fenavega), o Brasil tem 62 mil quilômetros de cursos de água doce. Destes, 42 mil poderiam ser utilizados como hidrovias.

Entretanto, segundo a Fenavega, o País não chega a usar nem 15 mil quilômetros.
Meton Soares, presidente da Fenavega e vice da Confederação Nacional de Transportes (CNT) para os setores aquaviário, ferroviário e aéreo, afirma que o Brasil se ressente da falta geral de investimentos na logística para escoar a produção nacional - e neste cenário pouco favorável, as hidrovias ainda estão entre os modais menos valorizados. ''Temos que ter a consciência de que para o Brasil hidrovia deve ser tão fundamental quanto é para o resto do mundo'', aponta Soares.

O discurso do Governo Federal é de que esta situação vai mudar. Em 2009, o Ministério dos Transportes apresentou o mais recente relatório executivo do Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT), espécie de carta de intenções para o setor nas duas décadas seguintes. Na ocasião, o ministério informou que a partir de 2010 seria elaborado o Plano Hidroviário Estratégico (PHE), com a definição de um planejamento para o modal. Entretanto, o projeto, que contaria com recursos do Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), só agora está saindo do papel.

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