Em Curitiba, entidades sindicais lançaram nessa sexta-feira o "Comitê Sindical em Defesa da Democracia e do Direito de Lula ser candidato"
Em Curitiba, entidades sindicais lançaram nessa sexta-feira o "Comitê Sindical em Defesa da Democracia e do Direito de Lula ser candidato" | Foto: Francielly Azevedo



Curitiba - A senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, disse, durante um evento no Sindicato dos Metalúrgicos, em Curitiba, que condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria prender o direito do povo e, questionada pela FOLHA se morreria pelo petista, afirmou que vai defendê-lo de qualquer maneira.

"Todos nós que fazemos esse movimento, todos nós que estamos na luta social demos a nossa vida desde o início da nossa militância em prol da luta pelo povo e tenho certeza que o Lula é um inspirador de tudo isso. Nós vamos defendê-lo com tudo que nós temos direito", ressaltou.

Lula será julgado na próxima quarta-feira (24), em Porto Alegre, no TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) pelo caso relacionado ao triplex no Guarujá. A estimativa do Partido dos Trabalhadores é reunir cerca de 100 mil apoiadores do ex-presidente na capital gaúcha. Do Paraná, devem sair aproximadamente 1.500 pessoas de todas as regiões do Estado.

"O que nós estamos vendo é que está crescendo no Brasil inteiro um movimento de base, do povo, dos movimentos sociais, de uma união da centro-esquerda brasileira, do campo democrático e popular, em torno dessa bandeira da democracia e da defesa do Lula, isso é muito importante. Em momentos históricos, como esse que estamos vivendo, essa união é fato definidor de resultados para população", destacou Gleisi.

De acordo com Gleisi, em Porto Alegre, devem ser organizados vários atos, debates e fóruns desde a segunda-feira (22). "Vai ser mais ou menos como aconteceu aqui em Curitiba, quando a gente aguardou o depoimento do ex-presidente Lula. Mas nos dias que antecedem nós vamos ter debates. Dia 22, por exemplo, nós temos a comunidade política internacional reunida em Porto Alegre, presidentes de partidos, dirigentes, parlamentares", explicou.

Para os defensores de Lula, o ex-presidente está sendo julgado de maneira errônea para evitar que o petista dispute a Presidência em outubro. Gleisi inclusive classifica o processo como algo "surreal". "É um processo que não tem crime. Como você julga uma pessoa que não cometeu um crime? Qual é o crime do presidente Lula? Ele não recebeu um apartamento, que deveria ter recebido. Ele não tem posse, nem propriedade. Ele não deu vantagem nenhuma à OAS pela Petrobras, portanto, não foi beneficiado com recurso da Petrobras como determinou o Moro. Por que ele está sendo julgado? É iminentemente político. Nós não podemos aceitar outra sentença que não seja a absolvição", disse.

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