Gilson Ferreira dos Santos, 38 anos, não imaginava que um dia seria cabelereiro. Aos 33 anos, quando ainda era azulejista, sofreu um acidente e teve que se submeter a uma cirurgia no joelho. Desde então, ficou impossibilitado de continuar na atividade.
Apesar de não pensar em aposentadoria tão cedo, Santos confessa que ficou sem saber o que fazer quando o médico lhe disse que não poderia voltar ao trabalho que desempenhava. ‘‘Depois de um ano lutando para tentar recuperar o joelho, fui encaminhado para o setor de reabilitação profissional do INSS e a partir daí a minha vida mudou’’, revela.
Segundo ele, as informações prestadas foram importantes para ajudá-lo na escolha da nova profissão. ‘‘Eu pensava em ser cozinheiro, mas depois de passar pelos cursos e de conversar com a médica, enfermeiras e psicóloga do INSS, decidi pela profissão de cabelereiro’’.
Santos recebia em média três salários mínimos quando era pedreiro. Hoje, ganha o equivalente a quatro salários mínimos livre das despesas do salão e ainda garante emprego para uma sobrinha. Além de um rendimento melhor, ele diz que a nova profissão tem outras vantagens como a facilidade do trabalho, ambiente e satisfação profissional.
‘‘No salão é mais tranquilo, o serviço é limpo e não é pesado e cansativo como o de pedreiro’’, compara. Parte dos móveis e equipamentos do salão de Santos foi subsidiado pelo INSS. ‘‘Estou na profissão de cabelereiro desde 1999 e hoje já tenho uma ótima clientela’’, comemora. (L.P.)

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