Os órgãos responsáveis pela gestão do transporte público nas três maiores cidades paranaenses informaram à FOLHA que estão sendo adotadas medidas para melhorar a qualidade e estimular a utilização dos sistemas.
O diretor de transportes da Urbanização de Curitiba S.A. (Urbs), Antonio Carlos Araújo, defende que o decréscimo do número de usuários do transporte público da cidade é pequeno e o índice se mantém estável. ''Em 2012, tivemos dois dias de greve, o que representou cinco milhões de passageiros (a menos). Em junho, tivemos 15 dias de chuva. Várias coisas interferem na procura pelo transporte público'', diz Araújo.
Ele aponta que vários investimentos estão sendo feitos para melhorar o transporte público da Capital (desalinhamento de canaletas para ultrapassagem de biarticulados, linhas expressas para diminuir tempo de deslocamento, reforma de terminais), além da previsão da implantação do metrô, mas é difícil ''concorrer com o apelo do carro''. ''A única forma de resolver o trânsito de Curitiba e de qualquer cidade é atrair pessoas para o transporte público. O espaço da cidade sempre vai ser o mesmo'', afirma. Mesmo com as dificuldades, Araújo argumenta que ''o trânsito de Curitiba ainda é razoável, diferente de outras capitais''.
Apesar do aumento da demanda por transporte coletivo ter ficado bem abaixo do crescimento da frota em Londrina, o diretor de transportes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson de Jesus, prefere valorizar o fato de o número de passageiros ter crescido nos últimos anos.
''Com o crescimento de 36,31% da frota de automóveis, de 47,34% de motocicletas e de 41,32% de motonetas, a tendência é de que haveria queda no número de passageiros e não um crescimento de 7%, já que esta curva tende a ser inversamente proporcional'', justifica.
''Isto se deve aos seguintes avanços: custo com manutenção de um veículo particular frente a uma tarifa de R$ 2,20; modernização da frota do transporte coletivo, que tem idade média de 3,6 anos, uma das mais novas do Brasil; linhas diametrais e as faixas exclusivas, com ganho médio de 17 minutos, por ônibus, por viagem'', afirma o diretor.
Mauro Menegazzo, gerente de transportes da Prefeitura de Maringá, aponta que nos últimos oito anos a frota de ônibus na cidade passou de 203 para 282 veículos. ''Com a licitação do sistema de transportes coletivos de Maringá, nós estabelecemos uma idade média da frota dos carros em no máximo quatro anos - a idade média hoje é de três anos. Recebemos no início da nossa administração uma frota de 203 carros, dos quais somente cinco tinham acessibilidade. Da atual frota de 282 carros, 244 têm acessibilidade'', relata.
E continua: ''Todos os carros do sistema são dotados de GPS, os quais permitem à Secretaria dos Transportes (Setran) proceder o monitoramento on-line de todo o sistema, verificando cumprimento de horários e itinerários, velocidade praticada pelos carros, entre outros itens. A Setran possui uma central de controle operacional, onde as informações geradas pelos GPS são verificadas para se tomar as providências necessárias.'' (F.G.)

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