Gentileza gera gentileza? Na tentativa de comprovar a máxima popularizada pelo artista José Datrino, mais conhecido como profeta Gentileza, que durante vinte anos circulou pelo Rio de Janeiro propagando o amor, o respeito e a cortesia como alternativa ao mal-estar da civilização, uma equipe de repórteres da FOLHA fez o teste de surpreender pessoas desconhecidas com comportamentos extremamente gentis. O resultado da experiência pode ser conferido em relatos nesta reportagem.

No ônibus, no posto de saúde, no supermercado, pelas ruas da cidade e até no estressante trânsito, a cortesia foi recebida com um agradável estranhamento pela maioria das pessoas abordadas. A conclusão é que a gentileza, esse comportamento tão desejado por todos, está caindo em desuso. Excesso de preocupações, estresse e até mesmo falta de tempo para ser educado com o próximo são as principais justificativas para o abandono do hábito.

''Não tenho dúvidas de que a gentileza gera gentileza'', afirma a analista junguiana Sônia Lunardon Vaz, uma entusiasta da cortesia, que coleciona experiências sobre este bom comportamento. ''Tem gente que não responde quando dizemos 'bom dia' e tem gente que fica até emocionada quando tratada com educação'', conta.

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