Outras possibilidades de transporte e logística foram abordadas na segunda edição do EncontrosFolha. Em relação às dutovias, João Arthur Mohr, da Fiep, lembrou que o gás natural hoje vem pelo Leste do Paraná. "Para reduzir os custos, precisamos de um trecho para levar o gás natural de Penápolis (SP) para Londrina. Hoje, ele vem de caminhão", relatou. Na mobilidade urbana, disse que as obras prioritárias no Paraná são o Trem Pé-Vermelho (transporte de passageiros entre Londrina e Maringá) e o metrô de Curitiba. "Quem estiver sentado com a caneta na mão, que faça acontecer", cobrou o representante da Fiep.
O vereador Roberto Kanashiro (PSDB) perguntou se já foi realizado algum estudo sobre transportar grãos por esteiras, como é feito com minérios, e se havia alguma possibilidade da implantação de um monotrilho entre Londrina e Maringá.
Nilson Camargo, da Faep, relatou que já houve a ideia de um cerealduto entre a praça de pedágio na saída da Grande Curitiba e Paranaguá, mas o projeto não foi adiante. Seriam dois entraves principais: primeiro, o declive, que poderia deteriorar os grãos, ao contrário do que ocorre com minérios; e segundo, o custo, que poderia chegar à casa de 400 milhões de dólares. "Com esse dinheiro, dá para fazer outra ferrovia entre Curitiba e Paranaguá, que leva e traz, ao contrário do cerealduto", explicou.
Quanto à pergunta sobre o monotrilho, Rejane Karam afirmou que o estudo de viabilidade do Trem Pé-Vermelho considera essa opção, mas apenas no desenvolvimento do projeto executivo isso será discutido. O assunto será tema de audiências públicas.
Mohr disse que existe um projeto para a implantação de uma correia no Pátio Dom Pedro, em Paranaguá, para transporte em um trecho de 7 quilômetros até o corredor de exportação. (F.G. e N.B.)

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