O garçom E.C. trabalhou numa lanchonete na zona oeste de Londrina, sem ser registrado, durante os seis primeiros meses deste ano. Agora, foi demitido e tenta garantir os seus direitos com o auxílio da Justiça. ‘‘Aceitei pela necessidade, só que ele (o patrão) começou a reclamar do meu serviço e passou a interferir na minha vida pessoal’’, alega.
E.C. diz que não exigiu um contrato de trabalho porque o empresário deu garantias e ofereceu um salário maior para não registrá-lo. Os pagamentos eram feitos sempre em dinheiro e o empregador também não fornecia comprovante. Passados três meses, o salário baixou e começaram as cobranças exageradas. O horário de trabalho, segundo o garçom, era de dois turnos – almoço e jantar – e ia das 9 horas da manhã até por volta das 24 horas. Segundo E.C., outros quatro funcionários da lanchonete também não possuem registro em carteira.
Sentindo-se traído, ele confessa que já serviu como testemunha para o patrão numa ação movida por outro funcionário que estava em situação irregular. ‘‘Ele não ganhou (a ação) e me apunhalou pelas costas.’’ (L.A.)

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