Funcionalismo estadual vive expansão
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sábado, 29 de março de 2014
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
O Paraná contrariou a tendência nacional, e teve um saldo geral de empregos formais maior em 2013 na comparação com 2012, de acordo com os dados do Caged. A diferença entre admissões e desligamentos no Estado foi de 90,3 mil no ano passado, diante de 88,4 mil no retrasado. Entretanto, esse crescimento, de 2,17%, ficou muito abaixo da variação de 132,85% no saldo da administração pública este foi de 2,1 mil empregos em 2013, enquanto em 2012 havia sido de 907 postos de trabalho.
A julgar por estatísticas divulgadas recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o principal responsável por esse aumento no Paraná foi o Governo do Estado. Segundo o IBGE, enquanto os governos dos Estados brasileiros e do Distrito Federal somaram uma perda de -8,3 mil servidores entre 2012 e 2013, o número de funcionários estaduais do Paraná aumentou em 10,4 mil vagas. Os dados incluem pessoal da administração direta e indireta.
Ainda de acordo com o IBGE, em 2013 os funcionários de governos estaduais representavam 1,6% da população brasileira, enquanto no Paraná esse índice era de 1,9%. Com aproximadamente 208,5 mil servidores, o Governo do Paraná era a administração estadual do Sul do Brasil com mais funcionários o Governo de Santa Catarina tinha 87,8 mil servidores estaduais, e o do Rio Grande do Sul, Estado mais populoso da região, tinha 164,6 mil funcionários.
Se todos os servidores estaduais do Paraná morassem em somente uma cidade, formariam o nono maior município do Estado, atrás apenas de Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel, São José dos Pinhais, Foz do Iguaçu e Colombo.
Entretanto, em nota enviada à FOLHA, a Secretaria de Estado da Administração e Previdência não confirmou o aumento entre 2012 e 2013 divulgado pelo IBGE. "Em 2013, a administração contratou 3.368 servidores, dos quais 97,36% para as áreas da saúde, educação e segurança. Esse número responde às necessidades da administração, dentro do que estabelece a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). As nomeações visam à substituição de servidores aposentados e falecidos, conforme previsto no artigo 22 da LRF. Portanto, são despesas já existentes", informou a pasta.
A secretaria apontou que este ano encontram-se em andamento concursos para preenchimento de aproximadamente 18,7 mil vagas. "Dessas, 13,7 mil para a área da educação e 4 mil para a área da segurança pública", informou.


