Frequência à escola não garante alfabetização
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sábado, 07 de abril de 2012
Redação Folhaweb 
Quando Josiane Priscila Evangelista Ribeiro, 26 anos, começou a cursar Pedagogia, foi orientada por uma professora a procurar ajuda de especialistas para tratar uma possível dislexia. A desconfiança veio do fato de a estudante não conseguir ler e escrever, apesar de ter passado pelo menos onze anos na escola cursando todas as etapas da educação básica.
As profissionais consultadas não confirmaram o diagnóstico. Atentaram, entretanto, que o problema de Josiane era simples e ao mesmo tempo muito complexo: a jovem, que passou por todas as séries dos ensinos fundamental e médio, não foi alfabetizada corretamente. Por isso, não conseguia produzir ou compreender textos escritos.
A história da estudante é surpreendente, mas infelizmente não caracteriza exceção. Pesquisa encomendada pela Câmara dos Deputados em 2008, disponível nos ''Novos caminhos da alfabetização infantil'', organizado por Fernando Capovilla, constatou que 80% dos alunos da oitava série, em escolas públicas, podem ser analfabetos funcionais. As causas do problema, de acordo com especialistas ouvidos pela FOLHA, passam pela utilização de metodologias inadequadas, falta de formação dos professores e condições sociais dos estudantes.
Leia mais na matéria da repórter Carolina Avansini
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