Frentes de trabalho ganham repercussão
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sábado, 30 de junho de 2001
Alexandre Palmar De Foz do Iguaçu 
A abertura de frentes de trabalho foi a medida de maior repercussão popular adotada pelo prefeito de Foz do Iguaçu, Sâmis da Silva (PMDB, foto), no primeiro semestre de administração. A geração de quase mil empregos amenizou um pouco o alto nível de desemprego, porém não diminuiu os índices de criminalidade no município, campeão de homicídios no interior do Paraná. Esta foi a avaliação das lideranças e populares ouvidos pela Folha.
Elas afirmaram ser preciso viabilizar postos de trabalho em definitivo. Foz tem cerca de 30 mil pessoas sem ocupação em carteira ou formal 11% da população de 258 mil habitantes. Os contratados pela prefeitura recebem dois salários minímos para a execução de serviços gerais (a limpeza foi elogiada pelos moradores). Os contratos têm validade de até um ano.
Embora seja uma atribuição maior do Estado, a administração municipal também viu dobrar o número de assassinatos (mais de 130 registrados em todas classes sociais, em especial, na periferia). No ano passado ocorreram 178 homicídios. Nem as ações conjuntas das polícias Federal, Civil, Militar e outros órgãos de segurança têm conseguido conter o aumento da criminalidade.
Sâmis da Silva considerou como destaque dos seis primeiros meses o estilo de austeridade e transparência de governo. Ao contrário de outros prefeitos que destinam o primeiro ano de mandato para falar mal dos antecessores, reservei uma sala dentro da prefeitura para a promotoria pública investigar as contas do ex-prefeito (Harry) Daijó e acompanhar as minhas, afirmou.
O prefeito também destacou a economia de R$ 700 mil mensais com a municipalização da merenda e o novo contrato de coleta de lixo. Lembrou ainda a construção da fábrica de medicamentos, a isenção de cerca de 42 mil residências da taxa de iluminação pública, além de R$ 12 milhões obtidos junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento. Parte deste recurso será aplicado, nesta semana, no corredor de transporte coletivo. Quanto ao turismo, informa que aguarda o repasse de recuros do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur).
Dentre as lideranças comunitárias, a presidente da União Municipal das Associações de Moradores de Foz do Iguaçu (Umamfi), Kátia Schmidt, considerou o trabalho razoável. Segundo ela, o tempo de administração é pequeno. Algumas promessas, como conclusão de calçamentos, asfaltos e centros comunitários, foram cumpridas, mas os postos de saúde ainda têm deficiência, faltam remédios e sobram filas e promessas no repasse de verbas para a construção e ampliação de obras, disse.
Já o secretário geral do Sindicato dos Servidores Municipais de Foz do Iguaçu (Sismufi), Silvio Benitez, afirmou existir uma boa vontade do prefeito, mas alguns pontos continuam em aberto. Os cargos comissionados não foram reduzidos e recebemos a metade da reposição salarial de 15%, aprovada no ano passado. O prefeito alega a Lei de Responsabilidade Fiscal para segurar o reajuste, afirmou o sindicalista.


