Maripá O agricultor Inácio Kortz, tradicional produtor de grãos no oeste do Paraná, decidiu criar frangos em outubro de 1997, com a entrada da Coopervale no mercado. Apesar da falta de experiência, aproveitou bem as orientações técnicas e atualmente tem cinco aviários climatizados na propriedade em Vila Candeia, distrito de Maripá.
Mas não pára por aí: está providenciando a troca das cortinas dos alojamentos mais antigos, para adaptá-los ao ''sistema dark'', pelo qual a ave praticamente não vê a luz do dia. Como o frango se movimenta menos, queima menos energia e a conversão alimentar melhora. Também a rentabilidade anual aumenta em R$ 1 mil por aviário. E ainda tem a estrutura pronta para construir a sexta unidade, que, pelos seus planos, deverá estar produzindo até o final do ano. Também reduziu custos, ao substituir a matriz energética, adotando o aquecimento a lenha no lugar do gás, que ''está muito caro''.
O capital investido até o momento, pelas contas de Kortz, é de R$ 580 mil. Para amortizar o financiamento faltam pagar R$ 30 mil em dinheiro e entregar, na cooperativa, 2,5 mil sacas de soja são 510 por ano em cinco anos. ''Como vê, falta bem pouco'', diz. Os cinco aviários ocupam 25 mil metros quadrados, pouco mais de um alqueire. O rentabilidade por área, no entanto, é muito mais interessante que na produção de grãos.
Pelas contas do produtor, cada aviário lhe deixa renda anual de R$ 21 mil, considerando que cada lote de 23,6 mil frangos, em média, que é entregue a cada 45 dias, resulta em lucro de R$ 3,5 mil. Por ano, são produzidos 6 lotes por unidade. Somando o rendimento dos cinco alojamentos, Kortz embolsa R$ 105 mil anuais. E ainda lucra outros R$ 40 mil com mil toneladas de esterco, que retira em duas vezes por ano dos aviários.
Os R$ 145 mil anuais correspondem a um rendimento mensal de mais de R$ 12 mil. Kortz diz que nem dá para comparar o que lucra na avicultura com o que tirava na agricultura. ''Vinte alqueires de soja não me dá a renda que consigo apenas com o esterco dos aviários'', afirma, acrescentando que todos ganham com a atividade. Ele mesmo tem três empregados. E estima que cada aviário renda R$ 12 mil em ICMS por ano ao município.
Kortz não desistiu de produzir grãos. Porém sonha mais alto. Vendeu uma propriedade de 56 hectares em Toledo e comprou 1,8 mil hectares de mata fechada em Feliz Natal, perto de Sinop (MT). E planeja abrir a fazenda, que será administrada pelo filho Jairo, com um pouco do dinheiro dos aviários. Os primeiros plantios começam no ano que vem.

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