Os acidentes de trânsito envolvendo motocicletas em Foz do Iguaçu resultaram em três mortes neste ano, alcançando o maior índice deste 1997, embora ainda faltem quatro meses e meio para o fim de 2001.
Balanço do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma e Emergência (Siate) revela que em 1997 uma pessoa morreu em consequência de acidente com motocicleta (273 acidentes). No ano seguinte, novamente houve uma morte com este tipo de colisão (331). Em 1999, não houve óbito (344). No ano passado, porém, o número voltou a crescer, com o registro de duas mortes (334). Neste ano, as três mortes ocorreram entre os 207 acidentes até julho.
Os principais motivos para os óbitos e vítimas são a exposição maior dos motoqueiros às colisões e a imprudência dos motociclistas. O médico do Siate, em Foz, José Carlos Azeredo, disse que a estatística dos últimos cinco anos será enviada para os órgãos de trânsito com objetivo de comprovar a necessidade de formular uma estratégia especial na prevenção de colisões com motos. Segundo ele, ainda é grande o número de motoqueiros que não usam capacetes.
A meta é conscientizar os condutores das 8.038 motos e motonetas habilitadas no município. Esse número, conforme o Detran, representa 12,6% do total da frota da cidade, de 63.571 veículos. Parte dos acidentes é atribuída ao grande número de motoboys ilegais (em torno de mil), cujo projeto para regularização da profissão tramita na Câmara Municipal desde 1998. A matéria não tem data para ser votada.

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