As mortes dentro da PCE começaram a se tornar constantes desde que o PCC começou a agir no Paraná. Do começo do ano até a data da rebelião, foram registradas 11 mortes dentro da penitenciária. Porém, as mais violentas aconteceram durante o motim. Dois presos foram decapitados e um deles teve o braço cortado. Esses sinais caracterizam as mortes encomendas pelo PCC.
Durante a rebelião, o comando admitiu que matou o detento José Reginaldo Rebek, o ‘‘Rebeka’’, porque ele teria matado sem autorização o agente Luciano Aparecido Amâncio. O preso foi espancado antes de morrer com uma estocada e ter sua cabeça cortada. Depois foi morto mais um preso, que teria matado outro em um rixa interna.
Segundo os agentes, com as cabeças dos dois em uma bandeja, os líderes do PCC passearam pelos pavilhões demonstrando o que acontece com quem desobedece o comando. Criado o clima de terror, os presos passaram a obedecer um grupo de 50 rebelados –número muito inferior aos 1.371 detentos da PCE. ‘‘Eles conseguiram dominar uma massa carcerária com mais facilidade que o governo estadual’’, avaliou Sandra Duarte, do Sindicato dos Servidores Penitenciários.(I.R.)

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