FOLHA: ouvidos, olhos e boca sem censura
Campanha veiculada a partir deste sábado (26) defende liberdade de imprensa e pluralidade de ideias
PUBLICAÇÃO
sábado, 26 de outubro de 2019
Campanha veiculada a partir deste sábado (26) defende liberdade de imprensa e pluralidade de ideias
Celia Musilli - Grupo Folha 
Com uma campanha anticensura, veiculada a partir deste sábado (26), a Folha de Londrina consolida seu papel como um dos principais veículos de comunicação do Paraná, defendendo uma postura que faz parte de sua história: a pluralidade de ideias e a liberdade de imprensa para a afirmação das causas que interessem à sociedade.

Sela também um compromisso com a cidade de Londrina e região - um contingente de cerca de 2,5 milhões de pessoas - para as quais a Folha representa, há mais de 70 anos, um dos principais suportes de divulgação não só de notícias, mas de demandas que envolvem a cidadania, no âmbito social, econômico, político e cultural.
A campanha de anticensura à imprensa, idealizada pelo superintendente da FOLHA Nicolás Mejía e encampada por todo o jornal, traz uma ousadia que redimensiona a confiança entre o veículo e seus leitores; refaz e perfaz a história de um vínculo que tem como suporte a credibilidade estabelecida entre o jornal, seus jornalistas, suas fontes e o público leitor. Este vínculo mede-se pela trajetória de um veículo que cresceu e se tornou forte mantendo o foco na diversidade de opiniões, sempre atento à elaboração de seus conflitos e de seus pontos de equilíbrio. Para a FOLHA, o jornalismo foi e sempre será um balizador das diversidades políticas, sociais e culturais, isso só se faz num contexto de liberdade.
“Não existe democracia sem liberdade de imprensa. A campanha da FOLHA traz uma mensagem que consiste na ideia de uma imprensa livre para lutar pela cidade e a região, porque a FOLHA sempre esteve ao lado da sociedade, vital para a cidade, vital para suas demandas e evolução. A perda da FOLHA seria uma perda enorme para a cidade, é necessário estimular a consciência sobre esse fato”, reforça Mejía.
A história da liberdade de imprensa sinalizando a democracia – e vice-versa - é facilmente identificada por quem quer que tenha lido o jornal pelo meio impresso ou digital nas últimas décadas. Não dá para imaginar Londrina sem a FOLHA, não dá para imaginar a FOLHA sem Londrina e seu entorno que reúnem milhares de leitores e cidadãos.
A mensagem da campanha anticensura, produzida pela agência M\Leite e que chega aos londrinenses neste sábado, deve ser lida como sinalizadora dos percalços que enfraquecem o jornalismo profissional neste momento. O jornalismo encontra-se ameaçado não só pelas fake news que constroem um imaginário que muitas vezes se sobrepõe à verdade – as redes sociais estão aí para demonstrar este desvio – mas também é ameaçado por governos que criam artimanhas capazes de minar a imprensa, atacando as fontes de recursos que lhes dão sustentação.
Num momento econômico que fragiliza diversos setores do País, as MPs editadas recentemente pelo presidente Jair Bolsonaro, que desobrigariam empresas de publicar seus editais e balanços em jornais impressos, significam um enfraquecimento claro da imprensa. A medida, já suspensa através do STF (Supremo Tribunal Federal) e que deverá exigir votação no Congresso ou do próprio Supremo, foi uma tentativa de contenção da imprensa livre, uma tendência que já vinha se desenhando em governos anteriores e foi reforçada na atual gestão.
Para Mejía, que também é presidente do Sindejor (Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas do Estado do Paraná), a ameaça à imprensa, através de uma censura dissimulada em enfraquecimento de receitas que pagam jornalistas e todo o processo de trabalho para levar o jornal às ruas é uma tendência que atinge não só o Brasil. “O movimento que pretende parar os jornais está presente nos Estados Unidos e vários países da América Latina”, informa. “Nos Estados Unidos de Trump, reduto das fake news, os jornais sobreviveram porque foram abraçados pela população, que intensificou as assinaturas, a compra avulsa, a adesão aos sites, numa demonstração de consciência da importância da imprensa livre no país”, esclarece.
Campanha levada ao público
A ideia de uma imprensa sem censura em âmbito regional e nacional embala a campanha da FOLHA que será veiculada de várias formas: em outdoors, na forma de anúncios em ônibus urbanos, nos veículos do Grupo Folha e em outros espaços públicos numa mensagem clara de resistência pela liberdade de opinião. Cabe à população abraçar e decidir pela continuidade de uma história de jornalismo e democracia, pluralidade de ideias e causas comunitárias que definem o DNA de um jornal que nasceu e resiste ao tempo como a FOLHA.
Inúmeras vezes o jornal lutou por causas que representaram um salto para a Região Norte do Estado. Sua influência e parceria são reconhecidas desde a criação de instituições fortes como a UEL (Universidade Estadual de Londrina) e o Iapar (Instituto Agronômico do Paraná,) cuja trajetória e memória dão a dimensão da potência regional do Norte do Paraná.
Em situações mais recentes de lutas por demandas da sociedade, Mejía cita seu engajamento pessoal e o da FOLHA pela duplicação do trecho da rodovia PR-445 entre Irerê e Mauá da Serra. Também lembra seu empenho, juntamente com outras lideranças, pela modernização de Londrina através do Grupo de Trabalho do Aeroporto. A intenção é transformar o Aeroporto de Londrina também em Aeroporto Internacional de Cargas, dando outra configuração à economia da região.
Esses são só exemplos da influência que agrega valores de desenvolvimento e cidadania a uma cidade-polo. Sem a força da imprensa, sua influência e sinalização de demandas, o risco de estagnação é bem maior. A idealização de uma imprensa forte e livre é condição básica de democracia, incluindo sua extensão política e econômica.
Num momento de fragilidade econômica, visível em vários setores, a FOLHA lança mão de uma campanha que inclui liberdade de informação e parceria com a própria sociedade para consolidar demandas de exercício da cidadania plena.
A campanha anticensura que toma a cidade reflete a ousadia de uma empresa jornalística que não se apequena num cenário difícil que requer ousadia, mas isso vai depender também da consciência e do acolhimento do jornal pela população, porque assim tem sido em sua longa história.
“Optei por uma campanha pública, redimensionando a importância da FOLHA para Londrina e região, porque num momento particularmente difícil para a imprensa de todo o País só vi dois caminhos: abraçar o diabo ou contar com a consciência, acolhimento e confiança da população, optei pela segunda possibilidade”, diz Mejía, sinalizando com humor a importância dos leitores para um jornal que, como todos os outros, vive a mudança de paradigmas trazida pela revolução digital e pelas recomposições político-econômicas que polarizam um país em dificuldades.
Neste cenário, a FOLHA se posiciona como um veículo que preza e mantém as forças balizadoras da credibilidade: o profissionalismo, a independência e a ética, indo ao encontro do público para reafirmar o pacto de ser pluralista dentro da sua singularidade regional, servindo de ouvidos, olhos e boca para a população do Paraná.


