Foco inicial da UEL foi para outros setores
O professor Ivan Frederico Lupiano Dias, do Departamento de Física da Universidade Estadual de Londrina (UEL), lembra que apesar da importância das instituições de ensino superior para o desenvolvimento regional, o foco da UEL nem sempre esteve voltado para a tecnologia. Enquanto aqui a orientação inicial se deu para áreas ligadas a Ciências da Saúde, Biológicas e Humanas, em função da chamada ''vocação agrária'' do Interior do Paraná, outras instituições criadas na mesma época, como a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a Unicamp (Campinas), desenvolveram políticas favoráveis ao surgimento de pequenas indústrias voltadas para a produção de bens de tecnologia de ponta.
Há pelo menos 20 anos, Dias alerta para a necessidade de criação de mais cursos de Engenharia na cidade. Ele participou do processo de implantação, em 1997, do curso de Engenharia Elétrica na UEL. Depois disso, nenhum outro foi criado. ''Se compararmos o número de cursos de Engenharia entre os diferentes Estados é fácil constatar que SP, MG, RJ, RS se destacam neste quesito em comparação aos outros Estados. A disparidade do desenvolvimento regional também pode ser facilmente entendida no mesmo contexto.''
O presidente do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal) e vice-presidente do Conselho Municipal da Cidade (CMC), Nilton Capucho, lembra que existe uma demanda de mão de obra na região, por parte da indústria, que precisa ser atendida. ''As grandes empresas só se instalam em um município se houver mão de obra qualificada. Se não pudermos oferecer isto aqui, elas irão procurar quem possa'', argumenta. (Silvana Leão)





