Maior rodovia do Paraná com 731 quilômetros de extensão, a BR-277 conta com 10 praças de pedágio mas tem só dois trechos duplicados. Quem cruza a rodovia de Foz do Iguaçu a Paranaguá gasta R$ 83,80. Maior que o custo, porém, é preocupação dos motoristas com a segurança na estrada. Como é uma das mais usadas para acessar a capital e o Porto de Paranagua, o tráfego, sobretudo de caminhões, é intenso.
Um aditivo proibindo o reajuste das tarifas é apontado pela Coordenadoria das Associações Comerciais do Oeste do Paraná (Caciopar) como o início de toda a briga. ''A intervenção dos últimos dois governos é responsável pela ausência do início das obras de duplicação entre Cascavel e Medianeira (prevista para 2007), num total de 72 quilômetros, considerados um dos trechos mais violentos do Estado. A vida ficou em segundo plano'', critica o presidente, Khaled Nakka.
Números da Polícia Rodoviária Federal de Foz mostram que o número de acidentes nos trechos de pista simples é quatro vezes maior que no trecho duplicado. De 2007 para cá - prazo máximo para duplicação - de acordo com a Caciopar, foram 2.032 acidentes, sendo 117 mortes, 476 lesões graves e 1.059 lesões leves. ''Não podemos admitir mais tragédias.'' Há três anos, a entidade encabeça o movimento ''BR-277: Duplicação pela Vida''.
A concessionária Ecocataratas, responsável pela rodovia entre Guarapuava e Foz, informa em nota que no trecho não há problemas com falta de acostamento ou buracos, e que tem buscado um entendimento com o Governo do Estado para que a duplicação do segmento entre Cascavel e Medianeira seja novamente inserida no Contrato de Concessão. A concessionária aponta, no texto, que ''considera a duplicação uma obra importante para o desenvolvimento da região''.

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