Os 248 quilômetros de trilhos administrados pela Ferrovia Paraná Oeste (Ferropar) –único trecho fora do circuito da ALL– são considerados modelo de eficiência. Sem acidentes, com uma manutenção adequada e com uma estrutura viária praticamente nova, a rota ferroviária entre Cascavel e Guarapuva é responsável pelo transporte de boa parte da safra agrícola das regiões Central e Oeste do Paraná, e também do Paraguai.
Ao contrário da ALL, levada em consideração as devidas proporções, a Ferropar está ampliando seu quadro de pessoal. Segundo Horácio Guimarães, diretor-executivo da empresa, hoje são 120 funcionários, número que deve dobrar até o final do ano, por conta da ampliação da frota.
Um dos fatores que depõe à favor da Ferropar é a idade da ferrovia, que começou a operar em março de 1997. Com uma malha nova e uma manutenção adequada a empresa consegue evitar os acidentes. Ano passado, por exemplo, foi registrado apenas um caso, com o atropelamento de um ciclista em uma passagem de nível em Guarapuava.
A velocidade média das locomotivas da Ferropar, dentro dos seus 248 quilômetros, é de 55 km/hora. Logo no início da operação da ferrovia, há quatro anos, a velocidade era de 30 km/hora.
No ano passado a Ferropar transportou 1,3 milhões de toneladas. Este ano a expectativa de ampliar esse volume para 1,8 milhões de toneladas. A expectativa de investimento este ano é der R$ 600 mil, que serão aplicados em equipamentos e manutenção.
Até o ano passado os 248 quilômetros da Ferropar eram utilizados pela ALL, por conta de um acordo operacional entre as duas empresas.(G.F.)

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