Amábile Pacios, presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), aponta que os estabelecimentos privados têm avançado no ensino de redação, mas reconhece que ainda há ajustes a serem feitos.
''A federação tem insistido em trazer essa discussão para as escolas particulares de todo o Brasil. Só escreve bem a criança que lê muito. Pesquisando o perfil das famílias, percebemos que muitos pais leem pouco, então transmitem esse hábito de pouca leitura para os filhos'', descreve Amábile. ''É necessário um esforço geral de escolas, famílias e governo, tanto nas instituições públicas quanto privadas, para estimular a leitura e a redação.''
A presidente da Fenep aponta que desde o segundo ano do Ensino Fundamental a redação é trabalhada nas escolas particulares, que utilizam como critérios de avaliação os parâmetros do Enem e dos vestibulares das principais universidades públicas. Mas ela defende que esse critério não representa uma formação voltada exclusivamente para o vestibular. ''Trabalhamos com todo tipo de texto, inclusive o jornalístico'', afirma.
A FOLHA solicitou ao MEC informações sobre políticas para o ensino de redação nas escolas públicas brasileiras, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. (F.G.)

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