Almir Urbanetz, presidente da Comissão de Residência Médica da Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e diretor de defesa profissional da Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Paraná, afirma que as entidades têm conhecimento das leis que estão em tramitação no Congresso Nacional, mas não concordam que os fatos denunciados em relação à questão sejam violência obstétrica.
"Confundem a má-educação da enfermeira ou do próprio médico com violência obstétrica, mas na realidade é má-educação", defende.
O médico opina que o País não precisa de mais leis sobre o assunto. "Isso não vai contribuir na prática, é mais uma questão de treinamento dos médicos", afirma. Segundo ele, as condutas corretas têm sido orientadas nos programas de residencia médica, apesar da federação reconhecer que comportamentos inadequados possam acontecer. "São casos pontuais que podem ser resolvidos conversando com o corpo clínico das maternidades", acredita. (C.A.)

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