A polícia federal norte-americana (FBI) admitiu esta semana que não tem nenhuma indicação sobre a orígem das cartas contaminadas com o bacilo do antraz, durante uma audiência ante uma comissão senatorial.
Um mês depois da primeira das quatro mortes registradas até agora, o chefe do departamento de luta contra o terrorismo no FBI, James Caruso, enfrentou a indignação dos parlamentares, afetados pelas correspondências contaminadas.
''E como ficamos? Vocês não sabem de onde vem o antraz e não foram capazes de identificar as pessoas que podem ter acesso a ele'', perguntou irritado o senador democrata John Edwards. ''É verdade'', respondeu Caruso.
O representante do FBI ficou ainda mais perturbado quando a senadora Dianne Feinstein lhe perguntou quantos laboratórios trabalhavam sobre a bactéria do antraz nos Estados Unidos. ''Não sabemos no momento'', confessou.
Segundo o diretor do FBI Robert Mueller, seus investigadores seguem mais de mil pistas, uma centena delas no estrangeiro, para descobrir a orígem do bacilo enviado a jornalistas de destaque e a várias instituições do poder norte-americano, incluindo o Congresso.

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