Farmacêutico obtém sucesso em experiências com ratos
Enquanto as causas e a cura para o mal de Parkinson continuam sendo uma incógnita para os especialistas, os constantes estudos sobre a doença são também uma fonte de esperança para os portadores que esperam tratamento definitivo. Em Curitiba, o farmacêutico Admar Miyoshi vem obtendo êxitos com experiências realizadas em ratos.
Ele desenvolveu a tese Estudo de Déficit de Memória em Modelo Animal de Doença de Parkinson, para o curso de farmácia da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Agora, se prepara para o doutorado na Universidade Federal de Santa Catarina, sobre o mesmo tema.
O primeiro estudo de Miyoshi durou pouco mais de um ano. Com a pesquisa, ele conseguiu identificar os diferentes tipos de lesões causadas pela doença. Para isso, o farmacêutico produziu a doença em ratos, alterando a substância negra do cérebro dos animais. Depois disso, desenvolveu testes para avaliar a capacidade de memória dos ratos que portavam o Parkinson.
Para concluir o estudo, o farmacêutico utilizou quase 100 animais. É preciso um número grande de experiências para ter um resultado satisfatório, explica. O estudo definiu diferentes tipos de memória que são afetadas pela doença e vai ganhar publicação científica internacional.
Miyoshi pretende desenvolver novos estudos da doença e já embarcou para Santa Catarina, onde fará a pesquisa em conjunto com a UFPR. No novo trabalho, o farmacêutico pretende testar drogas que podem inibir ou reverter os danos sofridos com o Parkinson.
Por enquanto, o mais importante remédio para o tratamento da doença é o Sinemet, que custa cerca de R$ 35,00 uma caixa com 30 comprimidos na apresentação de 25 mg. Um paciente portador de Parkinson ingere cerca de 60 a 90 comprimidos por mês, o que eleva o custo do tratamento. No Brasil, só existe um genérico para esse medicamento. Trata-se do Carbidopal/Levodopa, lançado pela Bioteva e aprovado no início do mês pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). (K.M.)





