Em novembro do ano passado, três rapazes foram mortos por policiais militares em um sítio na Zona Rural de Tamarana (Região Metropolitana de Londrina). À imprensa, a PM informou à época que os jovens teriam reagido à abordagem policial e houve troca de tiros. Denúncias de moradores indicavam a presença de homens armados na região.
Entretanto, a família de Wellington Ribeiro, de 21 anos, uma das três vítimas, desconfia dessa versão. "Não tinha arma lá (no sítio onde teria ocorrido o confronto). Eu ia sempre lá e sei que não tinha", diz a auxiliar administrativo July Emily Trizotti, de 23, que era namorada de Ribeiro e morava com o jovem.
Ainda segundo o que foi divulgado pela PM à época do incidente, os três rapazes mortos tinham passagem pela polícia. July diz que o namorado realmente era procurado, mas por uma acusação errada de assalto - na verdade, o crime teria sido cometido por um primo e dois amigos do jovem.
A auxiliar administrativa relata que os familiares tiveram ajuda de algumas entidades, como o Ministério Público e o Centro de Direitos Humanos de Londrina. Mas até agora não obtiveram maiores informações sobre a investigação da ocorrência. "Pelo que sabemos, não saiu laudo até agora. E não tivemos acesso ao inquérito", reclama.
A Polícia Militar informou que o IPM sobre o caso de Tamarana já foi concluído e está na Auditoria da Justiça Militar. Segundo a PM, no inquérito são colhidas apenas informações técnicas para subsidiar os trâmites seguintes e não há conclusões sobre eventual culpa dos policiais. Na Polícia Civil, um inquérito está em andamento. Os laudos das armas e celulares apreendidos já foram apresentados. Após a chegada dos laudos cadavéricos, será feita a oitiva dos policiais militares envolvidos.

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