Falta de prevenção faz crescer afastamentos
Não é de hoje que as empresas, sobretudo as privadas, têm investido na prevenção de doenças e geração de saúde aos funcionários. Para isso, lançam mão de ginástica laboral, móveis ergonômicos, espaços de descanso, além dos programas de benefícios. Porém, no funcionalismo público a falta de recursos e dotação orçamentária dificulta colocar esses itens em prática. Somado a uma série de fatores do estilo de vida, o resultado é um grande número de pessoas afastadas por licença médica, principalmente com transtornos psicológicos e problemas ósseo-musculares, que envolvem músculos, nervos, tendões e estrutura óssea.
No ano passado, cerca de 350 funcionários estariam afastados de suas atividades há mais de dois anos na Prefeitura de Londrina. Segundo o superintendente da Caixa de Assistência, Aposentadoria e Pensões dos Servidores Municipais de Londrina (Caapsml), Denilson Novaes, 51 perícias foram realizadas em 2012 para avaliar o quadro dessas pessoas. ''Nove foram aposentados por algum tipo de invalidez, 19 processos ainda não foram concluídos e 23 foram encaminhados à Secretaria de Gestão Pública para que retornem às atividades ou sejam readaptados'', explica. Outras 40 novas perícias devem ser realizadas até o final de fevereiro.
A medicina ocupacional, portanto, teria o papel de promover saúde com campanhas de prevenção, além das tradicionais de câncer de mama e próstata. Estimativas de organizações mundiais apontam que medidas de prevenção diminuem em até 20% o número de afastamentos por doenças no primeiro ano de implantação. (M.T.)





