O número de pessoas que sofrem com a falta de tesão pode ser até maior do que revela a pesquisa do Núcleo de Estudos de Sexologia, constata o médico ginecologista Bráulio Augusto Correa de Melo. Com base nos atendimentos que realiza em seu consultório, em Curitiba, ele revela que grande parte das pessoas têm dificuldade em admitir a disfunção de desejo.
Ele considera, no entanto, que atualmente as pessoas estão falando mais sobre o assunto e até mesmo buscando ajuda médica para solucionar o problema. ‘‘Mas quanto mais tempo as pessoas demorarem para procurar auxílio, mais vão demorar para perceber resultados’’, argumenta. Segundo ele, homens e mulheres devem procurar ajuda quando percebem que o tempo em que não sentem desejo ou prazer sexual é maior do que quando sentem satisfação na relação.
Mas há diferença entre problemas como impotência ou frigidez, que é uma questão física, e questões que dependem do emocional. Uma ‘‘falha’’ isolada não pode ser detectada como um problema, ilustra o médico. A falta de desejo pode estar ligada a uma série de fatores, como ansiedade e problemas pessoais, que podem influenciar e comprometer o desempenho sexual.
Nesse caso, salienta Melo, pode-se recorrer à técnicas, exercícios e mudança no comportamento que podem melhorar a relação. ‘‘Para ter uma relação sexual saudável é preciso estar saudável’’, fundamenta. Assim, uma alimentação precária, o uso de drogas ou bebidas alcoólicas podem inibir a qualidade do desejo. (K.M.)

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