Uma iniciativa da Faculdade Estadual de União da Vitória está garantindo a preservação da história do Paraná. Financiada pela própria instituição, a pesquisa é um exemplo de que órgãos estaduais também podem investir no resgate dos vestígios arqueológicos, obtendo resultados surpreendentes. É o caso do trabalho coordenado pelo historiador Johnni Langer e pelo geógrafo Sérgio Santos, professores da faculdade.
Na região do Médio Iguaçu, no Sul do Estado, eles encontraram dezenas de sítios arqueológicos contendo indícios de civilizações que viveram no local há mais de 5 mil anos. Os vestígios mais expressivos, conforme aponta Santos, são gravuras e pinturas rupestres, monolitos de basalto e cacos de cerâmica que revelam características da civilizações antigas. ''É difícil quantificar o material, pois o processo ainda está em andamento'', diz o geógrafo.
A pesquisa já acontece há cerca de três anos e ainda não tem data para ser concluída. Pelo menos três indicações de tradições culturais de períodos diferentes já foram identificadas no local.
Santos salienta, no entanto, que o objetivo da pesquisa é mostrar vestígios das ocupações anteriores à descoberta do Brasil. ''A história do País sempre aponta as civilizações posteriores a Pedro Álvares Cabral'', salienta. ''Queremos mostrar que existem provas de civilizações anteriores.''
Para Santos, a falta de investimento é a principal barreira que impede que pesquisas como essa sejam realizadas com maior periodicidade. lamenta. (K.M.)

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