Evolução do mobiliário
O mobiliário do Brasil é classificado em três grandes períodos: o primeiro abrange os séculos 16 e 17 e vai até começo de 1700; em seguida vem o período barroco, durante o século 18; o último período tem início na segunda metade do século 19. De acordo com a literatura sobre o tema, depois disso, houve apenas modas improvisadas e sem rumo, já desorientadas pela produção industrial que dia-a-dia se acentuava, segundo Lúcio Costa em seu artigo sobre a Evolução do Mobiliário Luso-Brasileiro.
No primeiro período os móveis possuíam estrutura de aparência rígida. Seu início se dá em Portugal com o reinado de D. Manoel, durante a fase de dominação espanhola; os reinados de D. João IV e Afonso VI, com as lutas da Restauração, e termina no reinado de D. Pedro II. Este mesmo período no Brasil, corresponde aos momentos mais ásperos e dramáticos da colonização.
No segundo período há uma alteração no aspecto dos móveis. Em contraste com a aparência rígida e estática do período anterior, surge o mobiliário que sugere movimento. Este novo mobiliário confere mais comodidade. Este período corresponde aos reinados de D. João V, D. José e, em parte, o de Dona Maria I. O Brasil, nesta época, vive o surto econômico da região central.
O terceiro período é marcado, a princípio, por uma volta à sobriedade, ao retilíneo e à composição regular. Em seguida, predominam os torneados miúdos, as estrias e os gamos armados em círculo ou em leque. As curvas voltam a desempenhar papel importante, marcando a linha elegante de certos móveis. Mais tarde, ao lado das peças completamente lisas, a talha reaparece graúda e angulosa.
O período é o do reinado de Dona Maria I, época do absolutismo e da implantação do regime liberal. No Brasil ocorre a vinda de D. João VI e da missão de artistas franceses, pela independência política. O terceiro período abrange, ainda, boa parte do reinado de D. Pedro II. (E.P.)





