A meteorologista Sheila Paz, do Instituto Tecnológico Simepar, relata que a diferença fundamental neste ano é que as chuvas intensas atingiram áreas com maior concentração populacional.

"Todo ano temos eventos que se destacam. O que acontece é que algumas vezes eles se concentram em áreas urbanizadas, ou em cidades maiores. Não quer dizer que (a ocorrência de fenômenos) esteja piorando. Do ano passado para este, as chuvas fortes aconteceram em uma mesma abrangência", explica a meteorologista. "Outra explicação é que em 2013 nós tivemos mais frio. Em 2014, estamos com temperaturas mais altas, o que colabora para a intensificação isolada desses fenômenos."

Reinaldo Kneib, também meteorologista do Simepar, diz que a tendência é que a primavera e o verão sejam um pouco mais chuvosos que as mesmas estações no período anterior, mas nada muito fora do normal. "O risco de uma chuva como a de junho existe em qualquer estação, porque em um ou outro momento pode acontecer de um evento ficar 'parado' sobre nós, mas é algo que não dá para prever. Os episódios extremos geralmente decorrem da associação de dois ou mais fenômenos. Isso só pode ser verificado na previsão de curto prazo", justifica. (F.G.)

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