Atualmente é comum presenciar uma relação de companheirismo e afeto entre humanos e animais. E quando o bicho de estimação morre, em grande parte das vezes a família vive um verdadeiro luto. Na falta de um local apropriado para enterrar ou incinerar o corpo - medida considerada agressiva por muitos - uma das opções é enterrar o animal do fundo de casa.
Alessandra Valente, protetora de animais que cuida de 30 cachorros, dos quais 14 são seus, já enterrou seis no quintal de sua casa e no jardim da praça em frente à residência. ''Não tenho coragem de mandar incinerar como se fossem lixo hospitalar. Eles são como meus filhos, ficam o dia todo comigo e me fazem companhia. Tenho um carinho imenso e, por isso, não consigo nem imaginá-los sendo queimados'', diz. Como nenhum morreu de doença infectocontagiosa, para todos ela preparou devidamente a cova sob orientação.
Para um deles, entretanto, como forma de eternizar o local onde enterrou uma de suas cachorras, a Pepê, morta há três anos, Alessandra plantou um pé de acerola ao lado. ''É uma maneira de me lembrar dela.'' Ela conta ainda que um dos animais está enterrado em um cemitério da cidade que foi desativado, mas todos os anos, no dia de Finados, vai ao túmulo fazer visita. ''Gostaria que tivesse um local apropriado em Londrina para que as pessoas pudessem enterrar seus animais.'' (M.T.)

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