De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2001 o País tinha aproximadamente 13,8 milhões de famílias em que a mulher era a pessoa de referência, o que correspondia a 27,34% dos núcleos familiares. Em 10 anos, houve um grande salto nessa participação: em 2011, o Brasil tinha pouco mais de 24 milhões de famílias chefiadas por mulheres, ou 37,45% do total.
Outra pesquisa do IBGE, a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2010, feita com base na Pnad de 2009, apontou que mulheres com menos escolaridade são mães mais cedo e têm mais filhos. De acordo com o levantamento, as mulheres com até sete anos de estudo tinham em média 3,19 filhos, enquanto o índice era de 1,68 filho entre as que tinham oito anos ou mais de estudo. As mulheres com mais tempo de estudo se tornavam mães aos 27,8 anos em média, e as com menos tempo, aos 25,2 anos.
Adolescentes (com idade entre 15 e 19 anos) correspondiam a 20,3% das mães que estudaram no máximo sete anos e a 13,3% entre as que tinham oito anos ou mais de estudo. (F.G.)

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