Em seu livro, Walter Lubeck destaca que o chá, apesar dos efeitos poderosos que lhe são conferidos por especialistas de várias partes do mundo, não deve, em hipótese alguma, substituir tratamentos médicos. Antes de optar pelo uso, a recomendação é que o paciente converse com seu médico ou procure um que siga a linha da naturopatia.
Lubeck ressalta que as propriedades do ipê-roxo foram motivo de investigações científicas em países como Estados Unidos, Japão, Alemanha e Escócia, entre outros. Todas confirmaram as teorias dos índios sul-americanos. E apontaram, também, para a presença, não de um, mas de vários ingredientes ativos responsáveis pelo bom resultado de sua utilização. ‘‘O extenso poder de cura que, com razão, chamamos de único, origina-se da totalidade das substâncias contidas na planta e do seu estado de equilíbrio e harmoniosa combinação umas com as outras.’’
Conforme o terapeuta, a ‘‘fantástica’’ combinação dos ingredientes ativos, mesmo em pequenas quantidades, individualmente, podem funcionar positivamente em processos como o de crescimento de tumores. ‘‘Se os componentes forem usados de modo isolado, grande parte de seu poder curativo desaparecerá e a enorme tolerância e efeito harmonioso do chá será, praticamente, perdida.’’
Lubeck frisa que árvores de ipê-roxo com mais de 40 anos são as que oferecem um chá de melhor qualidade. Pesquisas científicas, revela o especialista, já constataram vários componentes. O próprio Theodoro Meyer descobriu que o ipê-roxo possuía um agente ativo antibiótico natural, sem efeitos colaterais.
O efeito imunoestimulante do ipê-roxo foi apontado por outro cientista, Bernhard Kreher, de Munique (Alemanha). Segundo o que ele pôde comprovar, a atividade do sistema defensivo humano, se tratado com o chá, aumenta mais de 48%. O ipê-roxo apresenta alta dose de cálcio e ferro, o que ajuda no transporte de oxigênio, alimenta os tecidos e o sistema imunológico, fortificando assim o organismo por completo.
Outro componente destacado por Lubeck é o selênio, importante antioxidante, captador dos chamados ‘‘radicais livres’’. ‘‘O selênio pode desintoxicar o corpo do cádmio, um metal pesado, que é uma das mais frequentes toxinas ambientais da atualidade e causa da pressão sanguínea alta e de outras doenças coronarianas, assim como do enfraquecimento da capacidade de resistência do corpo’’, destaca.
Ele aponta ainda as saponinas (agentes naturais antimicóticos cuja função é proteger o corpo contra fungos, podendo, até, repeli-los), a xilodona (com qualidades antibacterianas, antivirais e antimicótico, exterminador de fungos) e o lapachol (uma quinona descoberta por Theodoro Meyer, com várias propriedades comprovadas).
Em ‘‘O Poder Terapêutico do Ipê-roxo’’, Lubeck indica o chá de ipê-roxo também para aids, alergias, anemia, arteriosclerose, artrite, bronquite, câncer facial, candidíase, colite, corrimento vaginal, cistite, alcoolismo, diabetes, doenças parasitárias, dores, esclerose, feridas, fístula, gastrite, infecção na próstata, inflamação nas juntas, lúpus, Mal de Parkinson, olhos cansados, psoríase, resfriados, etc.
Lubeck adverte, no entanto, que a cura depende também de outros fatores, a começar pela própria mudança de postura diante da vida, na maneira de pensar e de lidar com os sentimentos, tornando-os mais harmoniosos e positivos. E que não se credite ao ipê-roxo poderes milagrosos. ‘‘Não existem remédios infalíveis e, provavelmente, jamais existirão’’, salienta. ‘‘O ipê-roxo é maravilhoso como chá caseiro para prevenir muitos males e pode contribuir bastante para curar vários problemas de saúde. Mas, apesar disso, qualquer pessoa que esteja sentindo algo que possa ser uma doença séria deve consultar um médico especialista no problema.’’ (AE)

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