Estresse: o mal da vida moderna
O estresse, apontado como mal do século pela Organização Mudial da Saúde (OMS), já é considerado companheiro inseparável da vida moderna. Não há como não se irritar com as preocupações no trabalho, os deveres domésticos, a atenção dispensada a familiares, o trânsito e dezenas de outros fatores que deixam os nervos à flor da pele. A questão atual é aprender a conviver com o estresse.
Uma pesquisa feita em São Paulo pelo Centro Psicológico de Controle do Estresse, em 1999, revelou que cerca de 40% dos homens e 60% das mulheres entrevistados em idade economicamente ativa afirmaram que são estressados. O psiquiatra Joaquim Monte alerta que as pessoas precisam saber reconhecer o estresse. Em um estágio inicial, ele é demonstrado através de transpiração, respiração acelerada e tensão muscular, entre outros. A pessoa passa a lutar contra esses sinais e o estresse pode passar desapercebido, mas a fadiga continua. Nessa fase, começam as mudanças comportamentais, descontentamento e insônia.
Monte diz que se a pessoa não fizer nada nesses momentos, poderá sofrer de úlceras, enxaqueca, diabetes e outros problemas de saúde mais graves. Para evitar isso, é preciso uma mudança no estilo de vida. Uma medida importante é a administração do tempo. Procurar fazer uma coisa de cada vez, terminar o que começar e não levar trabalho para casa, observa.
Ter criatividade é um fator importante, para ele. É preciso encontrar um jeito novo de fazer coisas velhas. Fazer todo dia as mesmas coisas, com as mesmas pessoas e nos mesmos horários é muito desgastante. A organização dos ambientes também pode influenciar no humor de cada um. Quem tenta fazer tudo de uma vez, não consegue e fica frustado, opina.
Um hobby é muito importante, a pessoa tem que sair da rotina doméstica e da sobrecarga no trabalho, avalia. Porém se a pessoa souber usar os dias não vai se estressar. Trabalhar e viver errado é que provocam a fadiga, pondera.
A presidente da International Stress Management Association do Brasil (ISMA), que é uma associação dedicada ao combate ao estresse, Ana Maria Rossi, resume três fatores para as pessoas driblarem o mal. Primeiro, saber analisar as causas da fadiga. Depois, avaliar se há controle da situação estressante. Em terceiro, possuir alguma forma específica de relaxamento.
Ana Maria sugere a respiração abdominal. É preciso respirar pelo nariz e imaginar que tem que inflar um balão na região do abdômem, e soltar o ar, tanto faz pelo nariz ou pela boca, imaginando que está esvaziando este balão, descreve. Ela faz a ressalva da pessoa treinar antes, porque se for praticar apenas nos momentos estressantes, não conseguirá bons resultados.





